Push Play
24/01/2013 16:28

Ao buscar por um assunto para discutir no Push Play percebi um erro indesculpável: o vencedor da lista das 10 Comédias Românticas nunca recebeu um post próprio e exclusivo. Portanto, aqui estou eu para corrigir o erro.

Fonte da imagem: Divulgação/Touchstone Pictures

"10 Coisas que Odeio em Você" é protagonizado por Julia Stiles e o saudoso Heath Ledger (no começo de carreira). Inspirado na clássica história da “A Megera Domada” de Shakespeare , a história se passa nos tempos modernos e narra a vida de Kat, uma garota rebelde e que não quer saber de garotos.

Por outro lado, Bianca (a irmã mais nova) está interessada no cara mais popular da escola, porém não pode sair do garoto a não ser que Kat também encontre alguém. Para conseguir burlar a regra, ele pede ajuda a Cameron (Joseph Gordon-Levitt), o novato apaixonado.

É nesse filme que Heath Ledger se destaca e mostra o potencial para conseguir seu lugar tão importante no cenário de Hollywood, uma carreira interrompida pela morte precoce do ator. Vale também destacar a ótima participação de Joseph Gordon-Levitt logo após a série "30 Rock From the Sun", já revelando que o ator é versátil e com talento tanto para a comédia quanto para o drama.

Apesar de não trazer nenhuma grande surpresa em termos de narrativa, "10 Coisas que Eu Odeio em Você" conta com cenas antológicas, em especial a serenata feita por Verona para Kat durante a Educação Física, recompensada pelo “salvamento” do rapaz da detenção através de meio pouco ortodoxos.

O filme preza pela leveza, mas sem se tornar infantil ou irrelevante para o gênero comédia romântica. Vale a pena conferir e se divertir!

07/12/2012 13:50

Para comemorar o 50º post do Push Play, nada melhor do que falar do meu filme romântico favorito de todos os tempos: "Um Lugar Chamado Notting Hill", de 1999.

A produção, dos mesmos criadores de "Quatro Casamentos e um Funeral", é estrelada pela rainha das comédias Julia Roberts e o charmosíssimo Hugh Grant, que juntos mostram uma química que funciona perfeitamente na tela grande. Ela é uma grande estrela do cinema norte-americano, e ele interpreta um tímido vendedor de livros de viagem inglês.

Fonte da image: Divulgação/Universal

Anna Scott está em Londres para um compromisso cinematográfico, porém consegue uma folga e vai passear em Notting Hill. Lá, ela literalmente esbarra com William Thacker, porém o encontro não poderia ser mais desastroso. Mesmo assim, ela o beija antes de ir embora.

Basta este pequeno contato para Will se apaixonar (porém, estamos falando de uma estrela do cinema). Anna dá mais um passo em direção ao vendedor de livros e liga para sua casa, o que o leva para a suíte de um luxuoso hotel em meio à loucura do lançamento de um filme.

Conforme a história se desenrola, os personagens mergulham na realidade um do outro. Enquanto Will precisa lidar com jornalistas que batem à sua porta, Anna vai a um pequeno jantar familiar recheado por conversas bizarras e situações constrangedoras.

São exatamente essas situações pouco usuais que trazem a comédia para a narrativa. É de se imaginar que, por exemplo, uma estrela mundialmente famosa do cinema hollywoodiano seja reconhecida por qualquer pessoa do planeta, porém um dos amigos de Will simplesmente não sabe com quem está conversando, o que leva a um diálogo divertidíssimo.

Ao mesmo tempo, todos os presentes ao jantar não sabem como tratar uma estrela de cinema, portanto cada um revela uma faceta inesperada. Conforme a noite se desenvolve, somos novamente lembrados de que Anna é apenas uma pessoa cercada por inseguranças, medos e problemas como qualquer um, apesar da fama e fortuna.

Assim como seus amigos, Will também começa a ver Anna por um novo prisma – não mais como a mulher inatingível – o que os aproxima cada vez mais. No entanto, o mundo voraz do entretenimento está sempre ali, presente na vida da atriz, capaz de destruir não apenas sua confiança, mas também minar a aproximação do homem que a vê como ela realmente é e acredita em seu potencial ainda escondido.

“Um Lugar Chamado Notting Hill” consegue mesclar muita comédia e romance de uma forma leve e inteligente, trazendo para o público um vislumbre dos bastidores de Hollywood. Além disso, aos poucos conhecemos as camadas de cada personagem e percebemos que eles (assim como todos nós) possuem um lado diferente do que as aparências demonstram, ou seja, que trazem uma bagagem do passado, a qual contribui para suas personalidades.

Além das ótimas atuações de Roberts e Grant, vale destacar todo o elenco coadjuvante, em especial Rhys Ifans no papel de Spike, o colega de quarto mais sem noção que alguém pode ter. Garantia de boas gargalhadas.

Fonte da imagem: Reprodução/Universal

PS.: O Push Play dará uma pausa neste fim de ano. Portanto, desde já eu desejo a vocês um Feliz Natal e um Ano Novo recheado de filmes românticos, dramáticos ou do gênero que você mais preferir. Que venha 2013!

22/11/2012 15:54

Em dias de tédio e preguiça, nada melhor do que rever um bom filme que aguarda pacientemente na prateleira. Nessa semana, me deparei novamente com “Os Queridinhos da América”, uma comédia romântica pra lá de simpática.

O filme é protagonizado por John Cusack, Catherine Zeta-Jones e a sempre poderosa Julia Roberts, que completa o triângulo (quadrado?) amoroso da produção. A história narra a história de Gwen (Zeta-Jones) e Eddie (Cusack), dois astros de cinema que passam por uma separação sem nenhuma privacidade.

Fonte da imagem: Divulgação/Columbia

Por se tratar do casal mais amado da América, os dois precisam comparecer ao lançamento do último filme que gravaram juntos na tentativa de resgatar suas carreiras. Eddie ainda ama a esposa, porém ela está com Hector, um amante latino forte e sem noção. Ao mesmo tempo, Gwen está acompanhada de Kiki (Roberts), sua irmã e assistente que sempre foi apaixonada por Eddie.

Para aumentar o problema, é preciso entreter a imprensa que está reunida no local, já que o filme ainda não foi entregue pelo maluco diretor Hal Weidmann (Christopher Walken).

“Os Queridinhos da América” faz uma crítica bem humorada a diversas situações do mundo do entretenimento, caso das entrevistas intermináveis de elenco, dos produtores sem escrúpulos, da falta de privacidade e do uso abusivo da imagem pública dos astros e estrelas do cinema.

Por outro lado, temos uma história apaixonante de alguém que finalmente percebe existe muito mais por trás das aparências ostentadas em frente aos holofotes. Uma opção despretensiosa para quem procura por algumas horas de diversão.

O filme, lançado em 2001, é dirigido por Joe Roth e roteirizado por Peter Tolan e Billy Crystal, ator que também faz parte do elenco da produção.

08/11/2012 12:13

Vou fugir esta semana do assunto cinema/séries para falar de livros. Mais especificamente, uma pequena reflexão sem compromisso a respeito do novo assunto do momento: a trilogia "Cinquenta Tons", de E. L. James.

A premissa da história é simples: Anastasia, uma garota ingênua e um tanto quanto desastrada conhece Grey, um homem rico, jovem e bonito. Ambos mostram atração um pelo outro e começam a se envolver. Entretanto, Grey é uma pessoa com certas preferências entre quatro paredes, portanto pede para a garota assinar um contrato estabelecendo regras e protegendo sua confidencialidade.

Fonte da imagem: Reprodução/Intrínseca

Particularmente, reluto bastante antes de aderir a qualquer tipo de “moda” literária. Demorei alguns anos para ler os livros do Harry Potter (e depois virei fã inveterada), Crepúsculo ou até mesmo a ótima trilogia de Stieg Larsson ("Os Homens que Não Amavam as Mulheres").

Portanto, torci o nariz para a sinopse de um homem rico, bonito e com sérios problemas de relacionamento, capaz até mesmo de criar um contrato em busca de uma relação mais íntima. Apesar de compreender que o livro agradaria àqueles buscam por uma relação entre dominador/submissa, não conseguia entender o apelo que a história traz para mulheres de todas as idades, estilos e preferências sexuais.

Em vez de mergulhar nas suposições, fui atrás dos dois livros da série já disponíveis no Brasil. Então, entendi um pouco do fascínio trazido pelo Sr. Grey.

Fonte da imagem: Reprodução/Tri-Books

“Cinquenta Tons de Cinza” é descrito como um livro erótico hardcore, porém de hardcore não tem nada. Ana é a protagonista que conhecemos de outros carnavais (não à toa, os livros de James foram inspirados na saga Crepúsculo), uma mulher que afirma querer experimentar o diferente, mas que está, de fato, em busca do bom e velho relacionamento “baunilha”.

Ao mesmo tempo, Christian Grey é o sinônimo de perfeição: lindo, jovem, riquíssimo e com um passado sombrio, do qual tenta se libertar. Afinal, nenhum mocinho fica divertido se não trouxer uma bagagem de dor e sofrimento que a moça possa consertar, não é mesmo?

A grande diferença está na forma de contar a história. Ao inserir cenas de sexo interessantes e diferentes do que comumente estamos acostumados dos livros de bancas "Sabrina", James consegue prender a atenção do leitor. As relações do casal são recheadas de provocações e “acessórios”, porém nada capaz de ofender boa parte das mulheres na qual a história é destinada.

Além disso, vemos tudo através do ponto de vista de Ana, que está cada vez mais envolvida na relação. Caso estivéssemos no papel de Kate, melhor amiga da protagonista, talvez a percepção fosse diferente.

A autora E. L. James. Fonte da imagem: Reprodução/Tri-Books

No entanto, isso não tira o mérito do livro em termos de diversão. A história é envolvente e, além disso, o personagem de Grey é mostrado como o ser acima de qualquer suspeita, especialmente em relação ao seu amor por Ana. Ela nunca está realmente em perigo ao lado do seu amado, mesmo que ele possua algumas peculiaridades e assuntos pendentes em sua vida.

No final das contas, apesar de tantas cenas sexuais, o livro é um romance romântico em sua essência. Talvez com uma roupagem dos tempos modernos, em que as mulheres se mostram cada vez mais interessadas em sexo, mas mesmo assim uma história de amor entre uma garota que não sabe que é bonita e seu príncipe encantado.

Isso não é um problema, pelo contrário. Posso dizer com segurança que me diverti bastante com os dois livros lançados no Brasil. No final das contas, estarei na livraria hoje (08 de novembro), para adquirir “Cinquenta Tons de Liberdade”, que fecha a saga e começa a ser vendido no Brasil.

OBS.: Já que este é um blog que fala sempre de cinema, não custa relembrar: o primeiro livro da série já está em pré-produção e vai estrear na tela grande nos próximos anos. Fique de olho!

19/10/2012 09:12

Sou uma pessoa que adora filmes (bom, isso qualquer um que tenha lido os posts do Push Play já sabe). No entanto, estou com sérios problemas para sentar na frente da televisão ou mesmo sair de casa para acompanhar uma sessão de cinema.

O motivo é simples: falta de tempo. Além de trabalhar fora, ao chegar em casa e jornada é dura, sem a opção de sentar tranquila no sofá com as pernas para o ar. As roupas para lavar e passar se acumulam, a louça está esperando um bom banho e a vassoura está ali, olhando séria para você.

E não pensem que moro com uma pessoa desorganizada, pelo contrário! Mesmo com a divisão de tarefas, o trabalho repetitivo de casa está sempre ali, pronto para julgar você enquanto você assiste a uma boa comédia romântica.

Fora isso, o tempo está cada vez mais escasso para fazer aquilo que realmente importa. Entre assistir duas horas de filme, atualmente eu prefiro mergulhar em um bom livro, namorar o maridão ou até mesmo vagar pela internet para conversar com aqueles que estão longe.

Para completar, sou viciada em séries de TV, o que leva uma disputa séria: de um lado, uma série com 30 minutos de duração, basicamente “entretenimento encapsulado”. Rápido, divertido, sem complicação... ou séries com episódios de uma hora, em que o final “pega você de jeito”, portanto você não aguenta a ansiedade de assistir o que vem por aí na semana que vem.

Do outro lado, um filme com duas horas de duração que, em alguns casos, aprofunda questões existenciais ou fala sobre relacionamentos familiares e amorosos. Normalmente, uma produção para digerir aos poucos, com paciência e vontade.

Temos ainda os filmes “pipoca”, aqueles que contam apenas como boa diversão. Infelizmente, esses também ficam de lado por causa da rotina corrida e das tarefas que insistimos em acumular diariamente.

Fonte da imagem: Reprodução/Thinkstock

Tudo isso para dizer que estou ausente e negligente com o cinema, este meu querido companheiro de todas as horas. Espero que seja apenas uma fase ruim na nossa relação, algo que vai passar com muito esforço e trabalho da minha parte.

Atualmente, estamos dando “um tempo”. Mas sinceramente? Estou louca para voltar para esta linda relação criada por anos e anos de convivência.

Beatriz Smaal Beatriz Smaal
    Um blog para mulheres que adoram ficar ligadas no mundo do cinema e das séries, escrito por quem ama falar sobre o assunto.
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