Bistro Elegance
06/11/2012 16:23

Crédito: Thinkstock

Você já reparou na quantidade de empreendimentos com a terminação “eria” por aí? É cupcakeria, brigaderia, creperia, cheesecakeria, temakeria, browneria e até bem-casaderia existe! Os pontos gastronômicos do tipo “eria” se multiplicam a cada dia, trazendo novidades (ou não) que podem durar muito tempo ou sumirem em poucos meses de existência.

Eu confesso que, durante um tempo, eu cheguei a me irritar com essas modinhas gastronômicas, mas acabei me rendendo a algumas dessas delícias comercializadas por elas. Afinal, porque perder a paciência com coisinhas tão gostosas e que vêm para podermos apreciá-las no tão prazeroso pecado da gula, não é verdade?

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As cupcakerias, por exemplo, ainda estão com muita força no mercado brasileiro, encantando os clientes não só pelo paladar, mas também pelo visual dos bolinhos confeitados. Porque, antes de tudo, para ter sucesso nessa área, é necessária uma bela apresentação dos produtos. Digo isso como consumidora mesmo, é claro.

As brigaderias também continuam deliciando o público com suas invenções a partir da receita original do brigadeiro. Essa foi uma moda que eu resisti bravamente por um tempo, mas depois que experimentei alguns sabores, dei o braço a torcer. Nada superelaborado. Fácil de fazer em casa, mas aquele glamourzinho bobo de algo embalado em uma caixinha fofa faz alguma diferença em nossa maneira de degustar certas guloseimas.

É fanática por cheesecake e mora em São Paulo? Na cidade tem um lugar especializado nessa torta tradicional americana, oferecendo diversas coberturas, que vão desde calda de frutas vermelhas até de Nutella. Ou você adora casamentos para poder apreciar um doce bem-casado macio e saboroso com recheio de doce-de-leite? Agora também existe uma bem-casaderia em São Paulo, apresentando diversas versões de recheios.

Crédito: Thinkstock

Se você mora em outras cidades, pode ficar tranquila, pois toda modinha se espalha rápido. E, se é para a nossa alegria gastronômica, que ela venha com todas as tendências deliciosas lançadas por aí! Não vamos lutar contra isso, não é? Somente contra as calorias acumuladas depois! Confira abaixo algumas opções (entre centenas) das “erias” encontradas por aí.

Browneria Fantástica
Av. Vicente Machado, 841 - Batel - Curitiba - PR

Fina Nata bem-casaderia
Alameda Tiête, 43 – Jardim Paulista – São Paulo – SP

Brou'né
Especializada em brownies, tem lojas no estado de SP, em Minas e no DF

Cheesecakeria
Atende por encomenda pelo site na cidade de São Paulo

Wondercakes Cupcakes
Uma das pioneiras em comercializar o doce tem três lojas em São Paulo

Miss Cupcake
R. Barão dos Campos Gerais, 605 - Juvevê - Curitiba - PR

Maria Brigadeiro
Rua Capote Valente, 68 - Pinheiros - São Paulo - SP

Sweet Joy Brigaderia
Atende em quiosques em shoppings em Curitiba e faz encomendas

23/10/2012 17:10

Hoje, eu e meu marido estamos completando 2 anos de casamento. Uma data que faz relembrar tudo naquele dia mágico em que celebramos a nossa união. A minha festa de casamento não foi nenhum megaevento. Ela contou com a presença dos amigos mais próximos e da nossa família. Foi uma festa mais intimista, mas não menos bonita e inesquecível por isso.

O casamento religioso foi na igreja católica seguido por um jantar em um restaurante aqui em Curitiba. Optamos por um lugar que já fosse lindo e não precisasse de muita decoração. Além disso, gostaríamos que as refeições fossem servidas à francesa. Ou seja, o garçon leva o prato à mesa e vai trocando durante a sequência entrada/principal/sobremesa. Isso deixou o evento mais requintado, mas esclareço a vocês que, apesar disso, nós não gastamos horrores com a festa. Pelo contrário, foi um valor honesto e muito bem calculado, que resultou num serviço super bem feito em todos os setores, tanto no jantar quanto nas flores, cerimonial e fotografia (produzidas pelos lindos do Meliess).

Voltando ao cardápio, em cada item das refeições que seriam servidas havia duas opções que podiam ser escolhidas na hora por cada convidado. Por exemplo, no prato principal era possível escolher entre mignon com risoto milanês ou peixe ao molho de uvas com risoto de alcachofra. Tudo perfeito.

Para relembrar esse jantar desse dia tão especial, resolvi procurar as receitas dos risotos que acompanham esses pratos e compartilhar com vocês. As receitas são do TudoGostoso. Confiram abaixo:

Risoto Milanês

(Para duas pessoas)

Fonte: Shutterstock

INGREDIENTES

  • 200 g de arroz arbóreo ou carnaroli (próprio para risoto)
  • 1 litro de caldo de galinha 50 ml de vinho branco seco de boa qualidade (não use vinho de má qualidade, correndo o risco de estragar sua receita)
  • 1 cebola pequena em cubinhos bem pequenos
  • 40 g de manteiga
  • 2 colheres de queijo parmesão ralado na hora
  • 1 pitada de açafrão em pó

MODO DE PREPARO

  • Refogue a cebola em 30 g de manteiga, mas não doure;
  • Acrescente o o arroz e mexa até que ele fique transparente;
  • Adicione o vinho e mexa até evaporar, é bem rápido;
  • Coloque um pouco do caldo de galinha e mexa;
  • Conforme o caldo for secando, adicione mais caldo, sempre aos poucos, sem parar de mexer, até que o arroz fique cremoso e cozido, mas deve ficar al dente;
  • Talvez não use todo o 1 litro de caldo, mas é importante colocar aos poucos, deixar quase secar e colocar mais;
  • Quando estiver cozido, mas al dente, acrescente o açafrão e mexa bem;
  • Desligue o fogo, misture o pedacinho restante de manteiga e o queijo, misture bem até derreter;
  • Sirva a seguir, com queijo ralado na hora em cima.

Risoto de Alcachofra

Fonte: Shutterstock

INGREDIENTES

  • 1 pacote de arroz carnaroli
  • 1 lata de creme de leite
  • 2 colheres de sopa de vinho branco suave
  • 1 cebola picada
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 1 lata de alcachofra em conservas (400 g)
  • Sal a gosto
  • Uma pitada de açafrão
  • 100 g queijo parmesão ralado

MODO DE PREPARO

  • Frite a cebola picada em 1 colher de manteiga, refogue e enquanto isso em outra panela faça o arroz conforme as instruções da embalagem;
  • Desligue o fogo da cebola e reserve;
  • Quando o arroz estiver cremoso, acrescente a cebola e mexa bem em fogo baixo;
  • Aos poucos acrescente o vinho branco e mexa;
  • Coloque o sal aos poucos e vá experimentando;
  • Acrescente a outra colher de manteiga e mexa bem devagar;
  • Coloque o queijo parmesão;
  • Coloque as alcachofras picadas;
  • Por fim acrescente o creme de leite e sempre mexendo devagar;
  • Desligue o fogo e sirva imediatamente.

* Caldo de legumes - a receita original não cita o caldo, mas acho importante acrescentar aos poucos para cozinhar melhor o arroz e deixar o risoto bem cremoso e úmido.

27/09/2012 14:04

Fonte: Thinkstock

Nunca antes na história deste país existiu um nível tão alto de futilidade, mau-gosto e descaso. E, não, não estou falando de eleições e politicagens. Nada disso. Mesmo porque não entendo, não me orgulho disso, mas não vou falar sobre o que não tenho conhecimento. Não que eu tenha a perfeita compreensão do assunto que tratarei nesse post em um aspecto mais profundo das características psicológicas, mas é, na verdade, somente um desabafo.

O que eu quero dizer é que o mundo precisa ser zerado e começar de novo. Sério. Tá demais. Não sei onde isso tudo vai chegar. A violência está crescendo a cada dia. Não somente no que diz respeito a assaltos, sequestros e assassinatos, mas também no trânsito, que se tornou um campo minado. Medo e ansiedade viraram sentimentos constantes do dia a dia. A falta de educação é impressionante. Gente educada, aliás, é coisa rara atualmente. Quando acontece uma gentileza, até nos admiramos.

E os sonhos das crianças de hoje em dia, quais são? Já há algum tempo, o projeto de vida de muitas adolescentes brasileiras é ser Miss Bunda Universo. Ser piriguete, fazer fotos para o Paparazzo, ser a capa da Sexy, ou somente ganhar uma notinha Ego como a “apalpada” da festa de aniversário do pagodeiro, a ex-dançarina da boate do ex-bbb que “sem querer” cruzou as pernas sem calcinha, a ex-affair do sertanejo que jura que não quer se promover às custas do rapaz e posta foto a cada ida na academia.

Esses dias uma moça dessas resolveu chamar um fotógrafo para armar um falso flagra dela trocando de roupa no carro em pleno aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Uma coisa supernormal que qualquer mulher faz, não é mesmo gente? Daí ela se tornou a “peladona de Congonhas”. E a mídia dá corda!

Assim como deu corda para a Geisy do vestido da discórdia. É disso que se alimenta a imprensa atual. É triste de ver. Mas é isso, e o fulano que foi flagrado “atravessando a rua no Leblon”, fulana tomou sorvete com pazinha verde, ciclana foi vista de mãos dadas com seu marido, beltrana foi vista no supermercado. Novidade nenhuma. Mas o povo gosta de ver os “famosos” e as celebridades B C e E sendo “gente como a gente” e engorda a divulgação desse tipo de notícia. Além das barbaridades que vemos nos jornais todos os dias, matam por nada, roubam, sem piedade. Alunos agridem professores, filhos matam pais, pais matam filhos.

Não é só isso que me faz achar que o mundo precisa ser zerado. Apesar de trabalhar com internet, vivendo num meio em que a informação rápida é essencial, eu acredito que o volume e a velocidade disso tudo está acabando com a capacidade das pessoas levarem uma vida normal.

Toda essa carga de informação está gerando uma ansiedade de mostrar tudo o que se faz. Check-in no restaurante, na escola, no posto, na academia, só falta fazer check-in no banheiro e postar a foto no Instagram. Comida, bebida, filhos, amigos, festas, bichos, viagens, tudo vai para o Facebook. Depois postam imagens de “cuide da sua vida”. É ou não é verdade? Eu também faço parte disso, claro. Mas não acho legal, nem saudável, compartilhar tudo o que faço. As redes sociais têm o seu lado bom, logicamente, mas é necessário ter um pouco de cuidado.

Posso ser julgada, mas tenho saudade da simplicidade e de um mundo menos complicado. É só comigo ou será que sou eu que estou complicando e preciso ser zerada?

02/08/2012 12:12

Fonte: Divulgação/Editora Intrínseca

Houve a febre dos livros do Harry Potter, Senhor dos Anéis, do Código da Vinci, da saga Crepúsculo e até a época que todo mundo apreciava os exemplares “esotéricos” de Paulo Coelho... Esses últimos, aliás, sem comentários. Mas, gosto é gosto. Cada um lê o que tem vontade.

A bola da vez agora é o tão falado “Cinquenta Tons de Cinza”. Aqui no TodaEla nós postamos várias notícias relacionadas ao livro que estão acontecendo por aí: discussão sobre quem estará na versão para o cinema, anúncio que imita uma cena do romance, vendas de lingerie e de sex toys que aumentaram devido ao efeito “Fifth Shades” e por aí vai.

O “Cinquenta Tons” faz parte de uma trilogia da escritora E.L. James , sendo considerado nos Estados Unidos um “soft porn” para mamães e um best seller que já bateu todos os recordes de vendas, superando os sete livros de Harry Potter no site Amazon.co.uk. Abordando situações de submissão e sadismo, o romance entrou na lista do mais vendidos, que era dominada por livros de autoajuda.

Tanta repercussão sobre a história de Christian Grey e Anastasia Steele, obviamente, me causou curiosidade. Antes de tudo, defendo também aqui o meu lado profissional, que precisa estar por dentro do assunto para poder escrever melhor sobre ele nas tantas notícias sobre o livro... Então...

Fonte: Reprodução/USA Today

Fato é que o livro teve o lançamento oficial no dia primeiro de agosto, porém, na semana passada eu estava passeando por uma livraria e dei de cara com um stand cheio de exemplares da edição em português de “Cinquenta Tons de Cinza”. Comprei.

Comecei a ler e já cheguei na parte em que a frágil Ana Steele descobre o lado negro (cinza?) de Grey. Ponto. A expectativa toda que cercava o mistério de Grey acabou um tanto cedo no livro e também liquidou um pouco da minha curiosidade. Não estou ávida para ler o próximo capítulo como acontece com outros livros que já li, por exemplo. Isso pode mudar, claro.

Sinceramente, acredito que a história seja interessante. Porém, acredito também que a insistência no tema de sadomasoquismo acabe cansando um pouco. Não posso afirmar com certeza, pois ainda estou no começo do livro. Talvez eu volte aqui para contar que estava enganada e a história seja realmente empolgante.

Alguns críticos comparam a história de Ana Steele e Grey com a de Bella e Edward, de Crepúsculo. Ambas as mocinhas são frágeis (e meio sonsas, desculpem-me) e se apaixonam por rapazes lindos e perfeitos, mas que têm alguns probleminhas: um é vampiro e o outro adora uma sacanagenzinha sadomasoquista. Talvez, realmente, os críticos tenham razão.

A discussão sobre o livro na mídia ainda se prolonga sobre a liberdade sexual feminina, questões culturais etc. Mas, não vou me aprofundar tanto. A questão é que agora quero confirmar se todo esse sucesso realmente tem fundamento e ler o livro até o final. Se eu achar ele incrível de fato, volto aqui para contar para vocês.

Até mais!

Claudia

23/05/2012 19:01

Fonte: Thinkstock

Eu era uma daquelas pessoas que não entendia porque uma outra prefere um bolinho de arroz frio enrolado em alga do que um prato de massa quentinho ou uma fatia de pizza. Eu era uma daquelas pessoas que quando alguém falava sobre restaurante japonês, eu declarava: “vá, mas não me chame”.

Eu era também uma daquelas pessoas que sim, já havia experimentado sushi e sashimi, mas realmente não tinha gostado. No entanto, tudo mudou no ano de 2012. Será que houve alguma conjunção imprevista dos astros? Mudança na órbita da terra? Paladar mais apurado para culturas orientais? Fim do ciclo de frescuras do meu organismo?

A verdade é que em solidariedade ao meu marido — que adora a gastronomia oriental, mas nunca ia aos restaurantes japoneses por minha causa —, eu achei gentil e generoso (sou um doce) o ato de acompanhá-lo até um bom japa. E não é que eu gostei? Já esclareço de primeira que do sashimi eu continuo não gostando.

Fonte: Thinkstock

Mas, dessa vez, as variedades de sushis como os uramakis, tekamakis, shakemakis, kanimakis e outros “akis”, além do salmon skin me conquistaram. E como boa gordinha que sou, obviamente eu gosto mais ainda dos quentes empanados como o Hot Filadélfia (de salmão ou atum com cream cheese) com o molho Tarê, que é agridoce feito à base de saquê, shoyu e açúcar.

Eu me lembro de alguns anos atrás, quando minhas amigas só queriam ir no japonês, superviciadas e eu não entendia aquilo. Achava que era “modinha”. Mas o negócio vicia mesmo e agora eu vou sempre. Agora entendo vocês, meninas!

Para quem ainda tem receio como eu tinha antes, é legal saber que a culinária japonesa é supersaudável e não é feita só de comidas cruas. Num rodízio, por exemplo, o cardápio está repleto de outros pratos quentes como o teppan (carne ou frango na chapa com legumes), shimeji e shitake refogados, yakissoba, guioza (bolinho de massa recheado com legumes ou carne de porco), missô (uma sopinha de soja) e muitas opções cheias de sabor.

Acho que só eu fazia parte das que ainda não gostavam da comida japonesa, mas... Se você ainda não experimentou os sushis, quer conhecer alguns tipos? Selecionei os mais populares com as suas descrições. Assim, se você quer saber mais sobre essa parte da culinária japonesa, já pode ir para o restaurante conhecendo melhor as suas escolhas. Confira abaixo:

Fonte: Thinkstock

  • Uramaki: Sushi enrolado ao contrário, com o arroz para o lado de fora. Pode ser recheado com cream cheese e salmão ou do tipo califórnia, com kani-kama, pepino, manga ou abacate;
  • Tekamaki: feito com arroz, atum cru e envolto em alga;
  • Neguitoromaki: feito com arroz, atum cru, cebolinha, envolto em alga;
  • Shakemaki: arroz, salmão cru, envolto em alga;
  • Keppamaki: arroz com pepino e gergelim, envoltos em alga;
  • Ebimaki: arroz, camarão cozido, envoltos em alga;
  • Kanimaki: arroz, kani cozido e gergelim, envoltos em alga;
  • Skin Maki (ou Salmon Skin Roll): arroz, pele de salmão grelhada, molho Tarê e alga, envoltos em gergelim;
  • Uramaki de atum: arroz com atum cru, alga marinha e envolto em gergelim;
  • Temaki: Sushi grande em formato de cone, que pode ter vários recheios como atum, salmão, crustáceos, legumes e frutas;
  • Hot Filadélfia: arroz, salmão ou atum, cream cheese, envoltos em alga e fritos.

Depois desse post, vou ter que ir num restaurante japonês ainda essa semana... Falando nisso, queria indicar alguns aqui da cidade de Curitiba que acho ótimos:

Sansai
Rua Gonçalves Dias, 655 – Seminário

Sushi Arte
Avenida dos Estados, 95 – Água Verde

Tatibana
Rua Pasteur, 106 - Batel


Praça Osório, 485 - Centro

E vocês, meninas de São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro ou outras cidades, tem algum japa preferido para indicar?

Até a próxima!

Claudia Borges Claudia Borges
    No Bistro Elegance você vai encontrar um menu variado, que vai de petiscos de humor, críticas ao mundo pop como entradinhas apetitosas e ainda viagens, música e é claro notas gastronômicas como pratos principais.
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