All That Jazz
23/11/2012 17:51

No post anterior, contei como comecei a gostar de cozinhar e de onde veio minha preocupação (e o gosto, claro) em preparar minha própria comida. Não achei que fosse ser um texto “especial”, mas, diante de tantos comentários positivos que meus amigos fizeram, passou a ser um dos meus posts preferidos.

Passei a olhar até com mais carinho para minha cozinha nesses dias e me dei conta de uma coisa: em consequência desse meu novo interesse, minha cozinha também mudou. Quando vim morar nesta casa, há quatro anos e meio, esse era só mais um cômodo. Hoje, porém, posso perceber que minha cozinha tem alma.

E claro que ela só tem alma porque eu comecei a colocar no espaço ao meu redor um pouco do que eu acho bonito, daquilo que eu gosto e me interessa. Para este post, separei alguns dos itens da minha cozinha que mais têm significado e que mais me fazem querer preparar mais comidinhas.

My Lovely Kitchen

Eu me apaixonei por este conjunto de panelas desde que vi na fanpage da Tramontina. Participei de vários sorteios e jurava que “agora vai”, mas não foi. Até que meu namorado me deu as panelas mais lindas do mundo no dia 12 de junho!

Sei que é de praxe fazer piada com dar panelas de presente, mas eu queria muito esse conjunto. Tenho até pena de usar e estragar (cada risquinho me dói o coração), mas ele já prometeu me dar um jogo novo quando esse ficar muito feio.

Como essas panelas são muito bonitas para ficar escondidas dentro do armário, comprei alguns ganchos de parede, pedi para o namoradão colocar os pregos e pronto: agora elas fazem parte da decoração – e eu acho que combinam muito bem com a faixa de azulejo colorida.

Além das panelas, também ganhei os talheres grandes, que têm um passarinho desenhado no cabo. Imagine minha felicidade quando encontrei este gancho com um casal de passarinhos!

Flamenco

Claro que minha cozinha precisava ter alguns detalhes referentes ao Flamenco, que aparece no avental (que ganhei do meu irmão, direto da Espanha), na frigideira de bolinhas e no ímã de bailaora.

Desses, só o ímã fica exposto, porque os outros dois não combinam com o restante da decoração e já tenho coisa de mais pendurada nas paredes, né?

Xícara da Vovó

Esta xícara é parte do jogo antigo da casa da minha avó, que ela colocava na mesa quando eu era criança. Agora ela usa outro jogo, mas para mim esse é o mais especial.

Ela não entendeu muito bem por que eu queria um representante, mas acho que vai ficar feliz quando me visitar.

Presentes

Este jogo de tigela, pires e caneca é o “Kit Lanche Roseiral” (o nome é bem autoexplicativo). Eu tinha visto numa loja e adorei, porque eu amo florzinhas; semanas depois, no meu aniversário, meu namorado me deu! Garanto que até a sopa mais light fica uma delícia nesta tigelinha linda.

A luva de pegar as travessas quentes no forno foi presente do meu irmão – ele jura que não quis passar nenhuma mensagem subliminar, mas, mesmo que quisesse, eu continuaria achando uma graça (a luva, claro).

Um dos itens mais fofinhos da cozinha: os pescadores de chá. Meu namorado (de novo!) foi a Taiwan e trouxe esses dois bonequinhos que ficam segurando o fio do saquinho. Coloquei os dois na mesma xícara só para tirar a foto; o mais charmoso é tomar chá acompanhada e servir com o enfeite.

Baldinho

Este baldinho era originalmente um recipiente onde eu deixava o vasinho de manjericão. Como o manjericão morreu e as contas ficavam espalhadas pelo balcão da cozinha, resolvi o problema guardando os papéis dentro dele.

...

Claro que minha cozinha não é daquelas maravilhosas que aparecem em sites de decoração, mas, na impossibilidade de ter uma cozinha de fazenda, com “mais paredes” para pendurar coisas, já vale a pena investir nesses detalhes.

09/11/2012 18:21

Meu novo hobby é cozinhar. Mas quando eu falo “cozinhar”, estou me referindo àqueles pratos preparados no fim de semana, por diversão, e não à comida de todo dia arroz-feijão-bife-estou-cheirando-fritura.

Crédito: Thinkstock

Este meu “novo hobby” surgiu porque – veja só – eu comecei a frequentar o consultório da nutricionista, a Luciana, e ela me ensinava como preparar versões mais saudáveis dos pratos e quais alimentos seriam mais adequados para mim. Inclusive, antes de ir lá eu não comia nenhum tipo de salada e achava tudo horroroso.

Resolvi dar uma chance aos vegetais, gostei e passei a me interessar por preparar minha própria comida. Hoje, acho que tem muito mais graça comer um chuchu refogado com carne moída que eu fiz do que comer qualquer coisa do shopping (claro que um restaurante continua sendo uma ótima ideia!).

Chef Internet

Muitas pessoas dizem que não sabem fazer nada na cozinha, mas, se você está com vontade de se aventurar, os únicos pré-requisitos são saber ler e ter acesso à internet.

Para começar, você pode escolher a receita no Tudo Gostoso, o site de receitas mais lindo do país, feito com colaboração dos usuários. Justamente por isso, a maior parte das receitas é bem acessível, sem muitos truques ou ingredientes raros de se ter em casa.

Credito: Thinkstock

Depois de selecionado o prato do dia, a internet pode te ajudar com as dúvidas que parecerem mais básicas. Eu, por exemplo, já procurei como se descasca um chuchu sem ficar com as mãos melecadas e como saber se o ovo está bom (é, a gente evolui com o tempo).

E, claro, você sempre pode tirar fotos dos seus prato e compartilhar no Facebook e no Instagram para receber os elogios dos amigos e os pedidos de “me dá um pedaço!”.

Suas criações

Às vezes, a gente não tem todos os ingredientes em casa ou resolve mudar uma coisinha na receita e o resultado fica tão bom ou até melhor que o prato original (tem vezes em que dá errado também, mas deixa pra lá).

Crédito: Thinkstock

Com o tempo, você vai ganhando confiança para inventar e acaba criando suas próprias receitas, que são únicas no mundo! Eu estou começando a ficar mais saidinha e mandei duas “criações” minhas para o Tudo Gostoso: o Frango Colorido com Molho Branco Light e o Bolo de Casca de Abóbora Versão Saudável. Se alguém resolver fazer, depois me conta se o prato está aprovado!

26/10/2012 17:30

Para terminar nossa viagem, meu namorado e eu passamos pegamos um trem em Florença e fomos passar três dias em Roma.

Assim como o caso de Paris, os pontos turísticos aqui não precisam de muita apresentação, então este post tem com intuito dar umas dicas para quem está visitando a cidade pela primeira vez (igual à gente!).

Coliseu (Fonte: Andreas Tille/Wikimedia)

Roma é linda. Gostei de todas as cidades, mas Roma tem uma carga histórica incrível, ainda mais para quem estuda Letras, como eu, e ouviu falar muito na Roma Antiga. Entrar no Coliseu foi um dos momentos mais emocionantes da nossa viagem.

Onde ficar

Encontrar um hotel do tipo BBB em Roma não foi tão difícil. Sempre seguindo o princípio de boa localização, limpeza e preço que caiba numa viagem com orçamento não muito folgado, optamos pelo Hotel Argentina.

Fontana di Trevi (Fonte: RaBoe/Wikimedia)

O hotel fica bem próximo à Estação Termini (aonde chegam os trens de outras cidades e de onde parte uma das linhas do metrô), tanto que nem precisamos pegar táxi para nos locomover. Tudo bem que tivemos que arrastar as malas por umas duas quadras, mas sobrevivemos.

Desse hotel, fomos a pé a todos os pontos turísticos, com exceção do Vaticano (mas voltamos andando de lá!). Ficaria ali de novo sem pensar duas vezes.

Onde comer

Claro que em Roma existem muitos restaurantes de chefs famosos, com a mais legítima culinária italiana, mas já sabemos que não estamos falando de uma viagem com fins puramente gastronômicos, então foi necessária uma certa "seletividade" na hora de escolher onde comer.

Com indicação do meu irmão, meu namorado e eu conhecemos o La Base, um restaurante temático cheio de referências à música internacional e aos atores italianos, com bustos e quadros das personalidades espalhados por todo o lugar. Os preços eram acessíveis e as porções eram generosas.

Restaurante La Base (Fonte: La Base)

De qualquer forma, restaurante é o que mais existe em Roma, então fome você não vai passar. O que você não pode deixar de fazer é tomar o máximo de sorvetes possível, principalmente na gelateria Blue Ice.

Dicas para os pontos turísticos

Coliseu e Ruínas

O Coliseu não tem muito segredo: é lindo e imponente! O ingresso dá direito a visitar também as Ruínas da Roma Antiga, em meio aos ciprestes e com vista para as Sete Colinas. No caso das Ruínas, minha dica é ir logo para o Fórum Romano: nós fomos para o outro lado e tivemos que fotografar o Fórum rapidinho porque o parque estava fechando.

Nós no Coliseu ♥ (Fonte: Arquivo Pessoal)

Fontana di Trevi

Não me canso de dizer que tudo em Roma é lindo, e com a Fontana di Trevi não é diferente. Pelas minhas contas, fomos CINCO vezes a esse lugar em três dias, de tão bonito que é. Afinal, já que estávamos em Roma, não custava desviar algumas ruas para ver a Fontana di Trevi mais uma vez, né?

Visite durante o dia, para ver os detalhes, e durante a noite também, para ver a iluminação maravilhosa. Não deixe de tomar sorvete ao redor da fonte e de jogar uma moeda nela para garantir a volta a Roma.

Vaticano

Dividimos os passeios no Vaticano em dois dias: no primeiro, visitamos a Basílica de São Pedro e, no segundo, o Museu do Vaticano, onde fica a Capela Sistina.

A entrada na Basílica é gratuita, mas é preciso observar os cuidados com o vestuário por ser um local sagrado. Para conhecer o Tesouro da Basílica é preciso comprar o ingresso, mas vale a pena para ver o relicário com um suposto dedo (!) de São Pedro. Tem fila para entrar na igreja, mas ela anda rápido.

Cúpula da Basílica de São Pedro (Fonte: NormanB/Wikimedia)

O Museu do Vaticano é enorme e é melhor ir com tempo. A gente até tentou chegar cedo, mas, por ser o último domingo do mês, a entrada era gratuita e a fila era imensa, de várias quadras. Havia um monte de guias que ofereciam uma entrada mais rápida, mas eles cobravam 25 euros por pessoa (sendo que a entrada nos dias normais custa 15), então resolvemos esperar na fila mesmo.

Conseguimos entrar no Museu e ver muitas obras, incluindo a Capela Sistina, mas teve que ser tudo muito rápido e sempre tentando abstrair da multidão ao nosso redor. Teríamos aproveitado mais se tivéssemos chegado mais cedo, mas gostamos mesmo assim.

Igreja Santa Maria della Concezione dei Cappuccini

Aqui está o legítimo caveirismo em Roma. Para quem gosta de pontos turísticos um pouco mais “sombrios” e não tão famosos, é um prato-cheio: nesta igreja existe uma cripta onde os freis capuchinhos construíram cinco mosaicos com... Ossos humanos! É uma obra de arte bastante macabra mas muito interessante, sendo que alguns esqueletos estão usando os hábitos tradicionais dos franciscanos.

Moisaco feito com ossos humanos. (Fonte: Wikimedia)

A Igreja Santa Maria della Concezione dei Cappuccini fica na Via Veneto, perto da Piazza Barberini.

Outros locais

Não deixe de visitar também o Panteão, o Castelo de Sant’Angelo e a Boca della Veritá e de passear pela Via del Corso. Veja a galeria de fotos abaixo!

18/10/2012 22:46

Hoje eu tenho um compromisso imperdível às 21 horas: vou assistir ao capítulo final de Avenida Brasil, a novela do “Oi, oi, oi!”. Quero saber quem matou o Max, qual será o destino da Carminha e se a Nina e o Jorginho vão viver felizes para sempre. E sei que tenho muita companhia para esse compromisso, afinal a novela teve uma média de 38,5 pontos de audiência.

Mesmo sem ter esse número, basta dar uma olhada ao seu redor para perceber o sucesso da novela: as pessoas comentam na fila do mercado, na espera do salão, no intervalo do trabalho, no Twitter, no Facebook e onde mais for possível interagir com alguém. Esse gosto pelas novelas parece ser uma característica de boa parte dos brasileiros – tanto é que elas se transformaram um produto de exportação.

Tufão e Carminha (Fonte: Avenida Brasil/Divulgação)

Sempre a mesma história

Li na Superinteressante: “Essas histórias fazem tanto sucesso porque, apesar de mudarem conforme o gênero, o autor e a época, tratam de questões milenares como encontro, separação, traição, segredo, mistério e disputas”, afirma Maria Lourdes Motter, professora do Núcleo de Pesquisa em Telenovela da USP. “A diferença é o enorme avanço tecnológico.”

Para mim, isso faz um sentido enorme: por mais que digam que a história é sempre a mesma, os dilemas da humanidade também são sempre os mesmos. Não há quem não tenha sofrido com desencontros amorosos ou tido que lidar com um grande segredo. E é muito tranquilizador ver esses dilemas sendo resolvidos, mesmo que seja na ficção.

Adauto e Muricy (Fonte: Avenida Brasil/Divulgação)

Alienação?

Muitas das críticas a respeito das novelas dizem respeito ao “poder de alienação” que elas teriam, mas eu discordo disso. Em Avenida Brasil, por exemplo, Tufão, que é ex-jogador de futebol, passou a novela toda com livros nas mãos. Ágata, uma menina em idade escolar, sempre aparecia fazendo lição de casa, estudando para as provas e – o que eu acho mais fantástico – ensinando Adauto, um gari analfabeto, a ler.

Além disso, Ágata é uma criança obesa, e a novela mostra sua mãe, Carminha, mais atrapalhando do que ajudando a filha a cuidar da saúde, muitas vezes debochando da menina por ela ser gorda. Por ser a vilã da novela, o comportamento de Carminha passa uma imagem negativa e não se torna necessário dizer com todas as letras que “não é assim que se trata uma criança acima do peso”.

Ágata e Carminha (Fonte: Avenida Brasil/Divulgação)

Até mesmo José de Abreu (o intérprete do Nilo), que é conhecidamente politizado, declarou numa entrevista: “Bicho, o nível de literatura, direção, cinematografia, interpretação etc., etc., etc. de uma ‘Avenida Brasil’, que é transmitida de graça para o povão! (...) Em termos de entretenimento, novelas como ‘Cordel encantado’, ‘Avenida Brasil’ e outras tantas são do mais alto nível, que é muito raro você ver numa TV aberta, em qualquer lugar do mundo. A novela está sendo comentada por colunistas de todas as áreas, de futebol a política.”

Alívio, pelo menos na ficção

Talvez, meu motivo maior para gostar de novelas seja porque, ao chegar em casa depois de ter passado o dia na faculdade, no trabalho e no flamenco, eu gostaria de ter um momento de descanso, durante o qual eu não precise responder nada nem atender ninguém. É o tal “me deixa ser burra” de que já falei em outro post (não acho que as novelas sejam um tipo de passatempo inferior; acho que cada momento pede uma atividade diferente).

Jorginho e Nina (Fonte: Avenida Brasil/Divulgação)

O que eu quero dizer é que é reconfortante saber que, pelo menos na ficção, todos os problemas se resolvem no final. Não importa o quanto a mocinha sofra e o quanto é preciso lutar, pois tudo dará certo até o último capítulo. Um pouco de esperança, enfim.

01/07/2012 01:55

Depois de um dia em Pisa, meu namorado, meu irmão e eu pegamos um ônibus para Florença. A viagem teve duração de uma hora, custou 6 euros e ainda possibilitou que víssemos as paisagens ensolaradas da Toscana.

Como Florença é o berço do Renascimento, tudo na cidade é relacionado a pintores, arquitetos e escritores famosos. É uma visita mais cultural do que turística, digamos.

Florença vista de cima. Igreja Santa Maria Novela. (Fonte: arquivo pessoal/Wikerson Landim)

Onde ficar

Nós ficamos no Hotel Aldini, que era simples mas com ótima localização – bem na Piazza del Duomo, o principal ponto de Florença –, perfeito para duas noites. Acabamos nem precisando de táxi durante a estada.

O que fazer

Catedral Santa Maria del Fiore e Torre de Giotto

É impossível não notar a Catedral e a Torre de Giotto, que ficam na Piazza del Duomo. A Catedral chama muito a atenção por causa de sua cúpula, que tem 45 metros de largura. Nós fizemos uma visita guiada pela Catedral, que incluía a subida ao Domo.

Catedral Santa Maria del Fiore e Torre de Giotto. (Fonte: arquivo pessoal/Gustavo Pinzon)

Recomendo muito fazer esse passeio (tem em inglês e em italiano), mas vá preparada: são 463 degraus, sem elevador. Pelo menos tem um intervalo na metade da subida e outro quando faltam os últimos 100 – os quais, por sinal, são os mais difíceis, por serem bastante inclinados.

Ponte Vecchio

A Ponte Vecchio, sobre o Rio Arno, é um belo cenário. Repleta de lojas de joias sobre sua extensão, a ponte rende fotos muito bonitas – tanto que se acredita que a estrutura não foi atingida durante a Segunda Guerra Mundial por causa de uma ordem direta de Hitler.

Monumento a Dante. (Fonte: arquivo pessoal)

Chiesa di Dante e Casa di Dante

A Igreja de Dante, em homenagem a Dante Alighieri, autor de “A Divina Comédia”, tem esse nome porque o corpo de uma falsa (que pena!) Beatriz está lá. Mas não se decepcione: é possível visitar a Casa di Dante, logo ao lado, que foi transformada em museu.

Galleria della Academia

A Galleria della Academia guarda uma das esculturas mais famosas do mundo: David, de Michelângelo. A entrada custa 6,50 euros e só ver o David já vale a pena.

David, de Michelângelo. (Fonte: Thinkstock)

Galleria degli Uffizi

Na Galleria degli Uffizi (em português, Galeria dos Ofícios), você pode visitar um museu cujo acervo inclui obras como “A Primavera” e “O Nascimento de Vênus”, de Botticelli, “Autorretrato”, de Rafael, e “Vênus de Urbino”, de Titian. A entrada custa 9,50 euros.

.....

Depois de Florença, meu namorado e eu seguimos para nosso último destino: Roma!

Raquel Praconi Raquel Praconi
    Mulherzinha, mas tenho preguiça de hidratante. Não entendo de cosméticos, só de lugares para comer. Com um pouco de glamour, dieta, relacionamentos e truques femininos também entram em pauta.
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