All That Jazz
10/05/2012 01:24

Saindo de Sevilla, meu namorado e eu pegamos um voo (de empresa low cost, claro) e fomos para Paris. Nós nunca havíamos ido a essa cidade e estávamos meio apreensivos com a fama que os parisienses têm de serem antipáticos e agirem de má vontade com os turistas, mas a impressão que tivemos logo no aeroporto já mostrou o contrário.

Torre Eiffel, o símbolo máximo de Paris. (Fonte: Thinkstock)

Fomos muito bem recebidos no guichê de informações (inclusive, ao perceber que éramos brasileiros, o atendente se propôs a falar português) e, depois, encontramos um francês muito simpático que nos ajudou a localizar o metrô para irmos ao centro (novamente, o aeroporto fica longe da área central e o táxi sairia muito caro).

Diferente de Madrid, o metrô de Paris não é bonito nem novo. Os trens são todos pichados, assim como as estações. É melhor fazer vista grossa e voltar à superfície assim que possível.

Moulin Rouge. (Fonte: Thinkstock)

Onde ficar

Paris é uma cidade bastante espalhada e o ideal é se hospedar em um hotel próximo ao centro. Se você estiver controlando o orçamento na viagem, será um pouco trabalhoso encontrar um lugar que não seja muito caro, tenha o mínimo de conforto e ainda seja bem localizado.

Arco do Triunfo e Champs-Élysées. (Fonte: Thinkstock)

Depois de muito pesquisar, o hotel em que fiquei foi um achado: o Hotel de L’Alma fica a cerca de 5 minutos de caminhada da estação de metrô Les Invalides e a 10 minutos da Torre Eiffel. Embora não tivesse nenhum luxo, o hotel era limpo e tinha os dois itens imprescindíveis para quem pretende passar a maior parte do dia fora: uma cama e um banheiro com água quente.

O que visitar

Paris é a cidade mais visitada do mundo, e seus pontos turísticos já são bem conhecidos. Por isso, a ideia do post é dar algumas dicas práticas para outros visitantes de primeira viagem.

Torre Eiffel

Faça reservas. Nós não sabíamos que era possível agendar a visita e ficamos duas horas e meia na chuva, esperando na fila para subir na torre – e o andar mais alto estava fechado. Se você for a Paris no inverno, agasalhe-se muito bem para ir à Torre Eiffel: lá em cima faz ainda mais frio. O que ajudou a amenizar a espera foi que eu tinha uma sombrinha na bolsa.

Torre Eiffel à noite. (Fonte: arquivo pessoal/Wikerson Landim)

E não adianta deixar alguém esperando enquanto você vai dar uma voltinha: presenciamos uma família inteira ser expulsa da fila porque duas pessoas quiseram se juntar ao grupo numa altura mais avançada.

Passeio de barco no Rio Sena

Uma atração interessante em Paris é fazer um passeio de barco pelo Rio Sena, passando pelos principais pontos turísticos e ouvindo explicações sobre eles. Existe mais de uma empresa que realiza esse microcruzeiro, e a nossa escolhida (a única que encontramos, na verdade) foi a Bateaux-Mouches.

Passeio de barco no Rio Sena. (Fonte: arquivo pessoal)

O passeio dura 1 hora e a gravação reproduz as explicações sobre os pontos turísticos em francês, inglês e espanhol. Os preços para adultos começam em 11,50 euros. Dica: se você fizer o passeio à noite, no inverno (assim como eu fiz), se agasalhe muito bem, porque faz muito frio na parte externa do barco.

Ponte dos cadeados

Uma tradição dos casais que visitam Paris é escrever seus nomes num cadeado, prendê-lo numa ponte e jogar as chaves no Rio Sena. Dessa forma, os pombinhos ficariam unidos para sempre.

Pont de L’Archevêché: nosso cadeado está aí. (Fonte: arquivo pessoal)

Embora eu tenha visto cadeados presos em todas as grades possíveis nas outras cidades, foi em Paris que eles mais apareceram. As duas pontes mais comuns para colocar o seu são Pont dês Arts e Pont de L’Archevêché.

Quartier Latin

Depois que saímos da Catedral de Notre Dame e prendemos nosso cadeado na grade de Pont de L’Archevêché, chegamos sem querer ao Quartier Latin, uma região repleta de restaurantes de preços acessíveis, com luminosos coloridos e funcionários barulhentos nas portas, tentando atrair os fregueses.

Restaurante no Quartier Latin. (Fonte: arquivo pessoal)

Apesar desses “pescadores de clientes” serem um pouco invasivos (bastante, na verdade), o movimento das pessoas nas ruas e a quantidade de estabelecimentos abertos formam um cenário interessante. Importante: vários guias de viagem aconselham que você observe a aparência do local antes de pedir um prato, pois alguns podem deixar a desejar na qualidade.

Museu do Louvre

O museu mais famoso do Paris – o mais famoso do mundo, talvez? – é realmente muito, muito grande. De acordo com a gravação do passeio de barco no Rio Sena, observar todas as obras do Museu do Louvre, ficando um minuto na frente de cada uma, levaria quatro meses. Por isso, se você só tem um dia de visita a esse local, é preciso se planejar.

Museu do Louvre. (Fonte: arquivo pessoal)

Selecione as principais obras de arte que você desejar ver de perto (o mapa do Museu mostra as mais importantes de cada andar) e vá direto a elas. Como o Museu é enorme e você terá que andar muito entre uma atração e outra, você acabará vendo muitas obras pelo caminho.

Outra dica é comprar seu ingresso (10 euros) antecipadamente, pois a fila da bilheteria é bem longa e demorada. No meu caso, fomos comprar as entradas no dia anterior à visita, próximo do horário de fechamento do Museu.

Palácio de Versailles

Meu ponto turístico preferido durante esta etapa da viagem, o Palácio não fica em Paris, mas sim na cidade de Versailles. O luxo do lugar é impressionante, e a construção faz jus ao apelido de Luís XIV: Rei Sol.

Jardins do Palácio de Versailles. (Fonte: arquivo pessoal/Wikerson Landim)

Para visitar o Palácio, vale a mesma dica do Museu do Louvre: compre seu ingresso (15 euros) antes e escape da fila – inclusive, compramos nossas entradas no próprio Museu, em uma das lojas de presentes.
Além disso, se o tempo estiver bom, você pode levar alguns quitutes e fazer um piquenique nos jardins do Palácio, se sentindo a própria Maria Antonieta.

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Não deixe de ver fotos de mais pontos turísticos de Paris na galeria abaixo. Até o próximo post, em Pisa!

22/04/2012 01:05

Entre as cidades que conheci durante minha viagem, Sevilla foi a mais especial. Minha expectativa já era grande por esta ser a capital da Andaluzia, a terra do Flamenco — e a identificação que tenho com o lugar só aumentou conforme fui conhecendo as atrações desta cidade de aproximadamente 3 mil anos, com seus toques medieval, renascentista e barroco, além da sua forte influência árabe.

La Giralda e a laranjeira. (Fonte: Thinkstock)

Depois de três dias ótimos em Madrid, meu namorado e eu viajamos duas horas de trem com destino a Sevilla, no sul da Espanha.

Aliás, viajar de trem é recomendadíssimo: é muito mais confortável que viajar de avião de empresa low cost, não tem limite de bagagem e, por mais que o tempo de percurso seja mais longo, a estação costuma ser mais central que o aeroporto e a antecedência com que você deve chegar é menor, portanto, acaba compensando.

Sevilla tem só uma linha de metrô, que eu acabei nem conhecendo. A melhor forma de explorar o local é mesmo a pé: as distâncias são razoáveis, cada esquina tem algo diferente que vale a pena ser visto e as ruazinhas são uma graça e repletas de laranjeiras.

O que fazer em Sevilla

Três dias em Sevilla foram suficientes para conhecer seus principais pontos turísticos e me perder pelas ruas estreitas por onde você jura que não passa um automóvel — mesmo assim, os motoristas insistem em se espremer e dão um jeito de atravessar.

Catedral de Sevilla & La Giralda

Esta é a terceira maior igreja do mundo e a maior delas no estilo gótico, além de abrigar o túmulo de ninguém menos que Cristóvão Colombo. A Catedral de Sevilla teve sua construção iniciada em 1401 e hoje conta com 80 capelas, forradas de ouro.

Catedral e La Giralda. (Fonte: Thinkstock)

La Giralda é a torre de 104,5 metros, que passou de minarete a torre do sino. Ela é um dos principais símbolos da época medieval em Sevilla e é adorada pelos habitantes da cidade, tanto que nenhum outro monumento pode ser mais alto e mais chamativo que ela.

Você pode subir a Giralda, desde que esteja disposta a enfrentar as 57 rampas. A vista da cidade é linda e compensa o esforço.

A visita à Catedral e à Giralda custa 8 euros. Consulte aqui os horários.

Real Alcázar

O Real Alcázar de Sevilla é a residência real em atividade mais antiga da Europa. Sua construção foi iniciada no século X, por ordem dos reis muçulmanos que dominavam a cidade.

Depois da Reconquista pelos cristãos, o Alcázar foi reconstruído e ganhou palácios de diferentes estilos, incluindo o Gótico, Mudejar, Renascentista e Barroco. Junto com a Catedral, ele foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

O passeio no interior do complexo, incluindo os edifícios e os jardins, pode levar uma tarde inteira. A visita vale a pena pela arquitetura impressionante e pela grandiosidade do jardim, que, além das fontes, tem até um labirinto de hera. A entrada custa 8,50 euros e os horários de funcionamento podem ser vistos aqui.

Plaza de España

Este foi meu ponto turístico favorito de toda a viagem. Ainda, tive o privilégio de ter me hospedado atrás da praça, no Hotel Pasarela, o que me “obrigava” a atravessá-la pelo menos duas vezes por dia. O lugar é tão impressionante que foi cenário do filme “Episódio II: Ataque dos Clones”, da série Star Wars.

Fonte andaluza na Plaza de España. (Fonte: Arquivo Pessoal/Wikerson Landim)

A Plaza de España foi construída no final da década de 1920, em ocasião da Exposição Iberoamericana. Ela é um semicírculo com 200 metros de diâmetro, com uma construção acompanhando seu perímetro.

A construção pode ser acessada pelas quatro pontes, cada uma representando um reino antigo espanhol, construídas sobre um canal. Além disso, a praça contém 49 bancos, os quais formam 48 espaços que representam as principais províncias espanholas, com seus escudos e mapas.

Las Setas (Metropol Parasol)

Este é um ponto turístico controverso: sua modernidade não combina em nada com o restante da cidade. Las Setas são uma construção de madeira, concluída em abril de 2011 e instalada na Plaza de la Encarnación.

Esta é a maior estrutura de madeira do mundo e tem formato de cogumelo (“seta” significa “cogumelo” em espanhol). Ela é tão alta que causa polêmica entre os sevillanos, pois, para eles, nada pode ser mais chamativo que a Giralda.

Torre del Oro

A Torre del Oro foi erguida no século XIII, com função de vigiar o Rio Guadalquivir. A partir dela, uma longa corrente se desenrolava pela água, sendo erguida para impedir a passagem de barcos indesejados.

Flamenco

Na capital da terra do Flamenco, existem vários tipos de atrações relacionadas ao tema, incluindo bares, museu e até mesmo um bairro.

Apesar de ser considerado muito turístico e até mesmo um tanto decadente, o bar La Carbonería oferece tablados flamencos com direito a bailaora, cantor e guitarrista. Chegue cedo, consiga uma das cadeiras da frente e peça uma sangria para acompanhar a apresentação.

Apresentação de Museo del Baile Flamenco. (Fonte: Arquivo Pessoal/Wikerson Landim)

O bar El Flamenquito dispõe de apresentações de Flamenco nos mesmos moldes que a Carbonería (tanto que encontramos a mesma bailaora nos dois lugares), mas a decoração é mais caprichada e o lugar é mais novo. Precisa de reserva.

Triana é um bairro de Sevilla que aparece na letra de músicas flamencas. Uma das mais famosas fala da Ponte de Triana, sobre o Rio Guadalquivir. Vale a pena passear pelas ruas para sentir a atmosfera flamenca.

O Museo del Baile Flamenco explica as raízes do Flamenco, explora os diferentes ritmos de forma interativa, apresenta peças de figurino e expõe fotografias dos artistas do ramo. No fim da visita, é possível assistir a uma belíssima apresentação de Flamenco.

Ainda, tivemos a sorte de encontrar o bailaor ensaiando no porão do Museo durante nosso passeio. A entrada para o Museo, incluindo o show, custa 15 euros.

Não deixe de provar

O 100 Montaditos é uma rede que não existe só em Sevilla, mas foi lá que eu a conheci. O lugar serve pequenos sanduíches por preços que variam de 1 a 2,50 euros, sendo que na quarta-feira tudo é vendido por 1 euro. Aproveite a visita para tomar um tinto de verano, uma bebida parecida com a sangria e que mistura vinho tinto com refrigerante de limão.

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Agradecimento especial ao meu irmão, Gustavo Praconi Pinzon, que nos serviu de guia turístico em Sevilla e providenciou muitas das fotos da galeria abaixo.

07/04/2012 17:59

Nas minhas últimas férias, me organizei e fiz uma viagem maravilhosa por algumas cidades da Europa. Saindo de Curitiba, com escalas em São Paulo e em Lisboa, meu primeiro destino foi Madrid, na Espanha.

Como o Aeroporto Madrid-Barajas fica bem distante do centro da cidade e o táxi sairia caro, meu namorado e eu não tivemos dúvida: fomos de metrô. Na verdade, nós já saímos do Brasil sabendo exatamente quais linhas deveríamos pegar e onde faríamos as trocas de trem, tudo calculado pelo site do metrô madrilenho.

Até o metrô é ponto turístico em Madrid. Fonte: (Thinkstock)

A capital espanhola já surpreendeu desde o início: o metrô é bonito e muito limpo, todo sinalizado e moderno (bem diferente dos metrôs de Paris e de Roma). A limpeza e a organização continuaram presentes mesmo depois que saímos do subsolo: a cidade é realmente bem estruturada, sem pichações e sem lixo nas ruas – considerando que a Espanha está em crise, foi uma surpresa muito agradável.

O que fazer em Madrid

A capital da Espanha tem atrações que variam desde as mais culturais, como museus, até as mais populares, como o estádio do Real Madrid. Em três dias, é possível visitar os pontos mais famosos, desde que você tenha alguma disposição e nada de preguiça.

Museus

O Museu do Prado é, provavelmente, o museu espanhol mais importante. Nele, você pode visitar o Salão Velázquez, onde está exposto o famoso quadro “As meninas”. A entrada normal custa 12 euros, mas também é possível aproveitar a gratuidade em diversos horários.

Estátua de Velázquez, na entrada do Museo do Prado. (Fonte: Facebook do Museo Nacional del Prado)

No Museu Reina Sofía, um dos principais da Espanha, o acervo é composto por obras modernas, incluindo “Guernica” e outros trabalhos de Picasso, assim como quadros de Miró, Goya e Salvador Dalí. A entrada de adultos custa 6 euros, mas o museu dispõe de vários horários com entrada gratuita.

Parques e Praças

O “burburinho” em Madrid fica em torno da Puerta del Sol, a praça mais movimentada da cidade. Este é o coração da capital, onde está o marco zero das estradas espanholas. Essa região conta com a maior estação de metrô da cidade, muitas lojas (roupas, calçados, souvenirs), restaurantes, cafés e pessoas.

Puerta del Sol, o coração da cidade. (Fonte: Tomás Fano/Wikimedia Commons)

Os hotéis por aqui são ótimas opções de hospedagem. O hotel em que nós ficamos, o Abba Atocha, fica a 20 minutos de caminhada desse centro – não era do lado, mas a distância poderia ser perfeitamente vencida a pé.

Com cinco minutos de caminhada a partir da Puerta del Sol, você chega à Plaza Mayor. Essa é uma praça retangular, rodeada de todos os lados por edifícios de três andares, somente sendo possível entrar através dos nove pórticos. Aqui você também encontra lojas de recordações e cafés.

Plaza Mayor. (Fonte: ThinkStock)

O Parque del Retiro teve sua construção iniciada em 1630 e conta hoje com 118 hectares. Lá, você pode passear por um corredor com estátuas dos monarcas espanhóis, andar de pedalinho no lago, visitar o Palácio de Cristal (a estufa) e tirar fotos no Monumento a Afonso XII.

Na Plaza de España, há estátuas em homenagem a Cervantes, Don Quijote e Sancho Panza. Além disso, essa praça está aos pés do Edifício España, o 8º mais alto do país. Outra atração é o Templo de Debot, uma construção originalmente egípcia, do século IV a.C., que foi doada à Espanha e remontada em Madrid, pedra por pedra, em 1972.

Por fim, como não podia faltar, a Plaza de Toros. Apesar das controvérsias envolvendo as touradas, não se pode negar que elas são parte da identidade espanhola. Mesmo fora de temporada, o lugar oferece tours guiados em inglês e em espanhol, muito interessantes para se conhecer um pouco desse elemento cultural do país.

Plaza de Toros. (Fonte: arquivo pessoal)

Não deixe de ver na galeria de fotos no fim do post mais imagens desses e de outros pontos turísticos madrilenhos.

Estádio do Real Madrid

O tour pelo Estádio Santiago Bernabéu é um ótimo passeio para os maridos, namorados e mocinhas que adoram futebol (por que não?). Aliás, mesmo para quem não é muito fã, a visita pode ser interessante: além de ter uma visão panorâmica do estádio, você pode chegar bem pertinho do gramado, sentar no banco de reservas, entrar no vestiário adversário, conhecer a sala dos troféus e fazer compras na loja oficial do Real Madrid. O tour custa 16 euros e não há nenhum dia em que a entrada seja gratuita.

O que comer

Um dos pratos típicos da Espanha é a paella, que consiste numa espécie de risoto mais seco misturado com legumes, frango ou frutos do mar, geralmente temperado com açafrão (que dá a cor amarela ao prato). A paella é facilmente encontrada nos restaurantes madrilenos, com preços bem acessíveis.

Outra iguaria imperdível é o jamón ibérico, o presunto curado que vem do pernil do porco conhecido como “pata-negra”. Em virtude do longo processo de preparação (a cura leva de 24 a 36 meses), o jamón ibérico tem um preço bastante elevado em relação aos demais presuntos: até 230 euros por quilo! Este produto é tão famoso que existe uma rede de restaurantes chamada de “Museo del Jamón”, onde você encontra peças enormes de presunto penduras no teto e nas paredes.

Museo del Jamón. (Fonte: arquivo pessoal)

Para a sobremesa, não deixe de provar os churros com chocolate. Você encontra o doce em quase todos os cafés e restaurantes, mas o mais famoso é vendido na Chocolateria San Gines.

Para economizar, é possível ter um almoço com pão, entrada (primer plato), prato principal (según plato), bebida (água, refrigerante ou vinho) e sobremesa (postre) por aproximadamente 10 euros: esse milagre se chama “menú del dia”. Praticamente todos os restaurantes próximos à Puerta del Sol e à Plaza Mayor contam com essa opção. Detalhe: o almoço na Espanha começa em torno das 13h30 e vai até as 17h.

Minha sugestão de um ótimo menú del dia é o Gran Cafe de Madri: estivemos lá duas vezes e foram dois almoços deliciosos. O ambiente é muito charmoso, com decoração do século XIX, e a comida é excelente. Além disso, ele vira balada à noite. Está nos meus lugares a visitar de novo num retorno à cidade. O Gran Cafe de Madrid fica na Calle Mayor, 45, próximo à Puerta del Sol.

E o Flamenco?

É claro que, estando na Espanha, o que eu mais queria ver era Flamenco. E isso foi o que mais encontrei em Sevilla, nosso próximo destino.

30/03/2012 17:02

Oi, meninas! Sei que sumi por algum tempo, mas tenho uma boa justificativa: eu estava de férias! E foram férias ótimas, com direito a viagem internacional, organizada sem agência. Meus dias de folga foram tão bons e deram tão certo que pensei que poderia ser útil dividir algumas dicas de planejamento de viagem com vocês.

Claro que organizar as férias sozinha dá mais trabalho do que contratar um serviço que faça tudo por você, mas sai mais barato e você se envolve mais com sua viagem, podendo opinar em todos os detalhezinhos. Escolha seu destino e mãos à obra!

Comece sua viagem muito antes. Fonte: Thinkstock

Primeiro passo: documentação

Se você vai ao exterior, a primeira tarefa é conferir o passaporte. Caso você não tenha ou o seu esteja vencido, agende seu horário na Polícia Federal o quanto antes. Em Curitiba, leva pelo menos dois meses para conseguir uma vaga.

Depois disso, é hora de verificar a quantas anda o visto, caso você vá a algum país que faça essa exigência. Como eu estava indo para Espanha, França e Itália, pude pular essa etapa.

Segundo passo: itinerário

Já que vai pagar caro nas passagens para o exterior, provavelmente você vai querer aproveitá-las para conhecer mais de uma cidade. Depois de escolhido seu ponto de chegada, é hora de detalhar o roteiro, seguindo a lógica das cidades que forem mais próximas.

Uma dica interessante é se deslocar em cidades do mesmo país primeiro. Quando você for trocar, costuma haver mais voos e trens para a capital (ou cidades grandes, pelo menos). Mas lembre-se: quanto mais deslocamentos, mais gastos.

Na Europa, o truque da economia é escolher empresas aéreas low cost, como a EasyJet e a Vueling. Elas não têm conforto nenhum e não servem nem uma água durante o voo, mas o preço compensa. Atenção: ao comprar sua passagem, é preciso adquirir à parte o direito de levar sua mala. Não deixe para comprar no aeroporto de jeito nenhum, pois custa mais do que o triplo do que pela internet.

Economize com empresas aéres low cost. Fonte: Thinkstock

Terceiro passo: hospedagem

Localização, localização e localização. Considerando que você vai ter pouco tempo para conhecer as cidades, é importantíssimo se hospedar perto dos pontos turísticos mais importantes – afinal, você não vai querer perder horas se deslocando do hotel para o centro.

Eu, particularmente, procurei um meio-termo quando se trata de hospedagem: não estava disposta a gastar uma fortuna, mas também não considerei a possibilidade de dividir as acomodações com outras pessoas num albergue. A solução foi procurar hotéis simples, com o mínimo conforto necessário (ou seja, uma cama limpa e um banheiro com água quente), na área pré-escolhida.

Para facilitar a seleção, usei principalmente os sites Booking e TripAdvisor, que oferecem um sistema de buscas por área, preço e avaliação dos hóspedes. Não deixe de ler os comentários das pessoas que já ficaram no hotel que você está pesquisando: você pode descobrir que as fotos daquela suíte superluxuosa estão um tanto desatualizadas ou que tem cogumelos nascendo no banheiro (juro).

Fonte: Thinkstock

Atente-se para os comentários sobre limpeza e segurança, principalmente. No meu caso, desconsiderei reclamações sobre o café da manhã ter sempre os mesmos itens (afinal, como sempre a mesma coisa em casa e eram poucos dias) e sobre a falta de canal de notícias na televisão (estou de férias, quero passear!).

Outra dica é procurar o hotel no Google Street View, assim você pode ter uma impressão sobre a região. Veja se a rua parece segura, se tem algum lugar para comer, mercado e transporte próximos. Esse serviço também é excelente para conferir as distâncias reais entre o hotel e os pontos turísticos (nem sempre dá para confiar nas informações do site da hospedagem).

Quarto passo: o que fazer na cidade

Esta é a parte mais divertida do planejamento. Pergunte a quem já foi, estude um guia, procure na internet: vá preparada, com o máximo de informações que você conseguir reunir. É sempre bom saber o horário de funcionamento das atrações e quanto elas custam.

Com sorte, você pode até descobrir que algum lugar oferece entrada grátis em determinado horário ou dia da semana e economizar um dinheirinho – que poderá ser muito bem utilizado em compras. No meu caso, economizei 30 euros em entradas de museus, somente adaptando meu roteiro.

Boa viagem! Fonte: Thinkstock
Agora que já temos a viagem planejada e a mala arrumada, boa viagem e nos vemos em Madrid no próximo post!

06/02/2012 21:35

Conforme anunciei no post passado, a “Flamenco Fashion Week” aconteceria entre os dias 02 e 05 de fevereiro, em Sevilha, na Espanha. O evento — chamado oficialmente de “Salón Internacional de la Moda Flamenca”, o SIMOF — contou com 24 estilistas, que levaram aproximadamente 1.200 vestidos à passarela e atraíram até a queridíssima Duquesa de Alba, comprovando a elegância da ocasião.

Diferente do que acontece nos desfiles convencionais, as peças apresentadas no SIMOF não são só tendências: elas podem ser utilizadas de verdade no mundo Flamenco (desde que você esteja disposta a pagar 800 euros por um vestido de dança). Porém, os conceitos também estão presentes, reinventando a moda flamenca todo o ano.

Desfile de Carmen Vega, "Presumidas y coquetas". (Fonte: elcorreoweb.es)

Além das roupas tradicionais, alguns estilistas mostraram peças que podem ser adaptadas para o dia a dia, dando às produções comuns um “toque flamenco” mais ousado do que o tradicional lenço de bolinha.

Vale notar que as modelos não são todas esquálidas. Assim como o Flamenco aceita todos os biótipos, os desfiles também apresentaram mulheres cheias de curvas, ainda mais valorizadas pelas peças superfemininas.

Depois de ver quase todos os 1.200 vestidos, percebi algumas tendências nos desfiles. Abaixo você pode ver um exemplo de cada uma dessas apostas, mas não deixe de ver a galeria no fim do post com mais de 30 looks.

Um dos meus looks preferidos, cheio de coraçõezinhos, no desfile de D'Repente Lola. (Fonte: elcorreoweb.es)

Maquiagem e Acessórios

Na maquiagem prevaleceu o nude, com tons suaves (terra e chocolate) e pastel (rosa e azul), mas nos lábios foi o vermelho-intenso que dominou a passarela. Os acessórios que mais deram o ar da graça foram as flores e os chapéus, acompanhados por esmaltes vermelho, bordô, azul e verde. Seguindo as últimas tendências, a francesinha invertida também apareceu.

Flores e chapéus. Desfile de Juana Martín, “Gitanas en el albero”. (Fonte: elcorreoweb.es)

Floral

As flores não ficaram só nos cabelos: elas foram para as peças também, seguindo a tendência da estampa floral. Esse padrão deve ficar ainda mais forte com a chegada da primavera à Europa.

Estampa floral no desfile de Creaciones Maricruz, “A caballo”. (Fonte: elcorreoweb.es)

Poás

Outra estampa que apareceu muito na passarela foram os poás (chamados de “lunares” na moda flamenca), típicos dos trajes das bailaoras.

Lunares grandes e pequenos no desfile de Sonibel, “Un cuento en Sevilla”. (Fonte: elcorreoweb.es)

Animal Print

A estampa mais queridinha da atualidade apareceu, mas com menos força que o floral e os poás.

Animal print no desfile de Vicky Martín Berrocal. “Amar por amar”. (Fonte: hoymujer.com)

Renda

As rendas estiveram bastante presentes nas roupas exibidas no SIMOF, trazendo ainda mais charme e feminilidade às peças.

Desfile de Pilar Vera. “Las flamencas”. (Fonte: que.es)

Transparências

Pele à mostra também foi tendência nos desfiles, principalmente em conjunto com a cor preta, dando mais sofistificação às peças.

Desfile de Vicky Martín Berrocal, “Amar por amar”. (Fonte: 20minutos.es)

Black is the new black

O preto não apareceu somente acompanhado das transparências: essa foi uma das cores mais recorrentes dos desfiles, conferindo muita elegância às produções.

Look chiquérrimo de Faly, coleção "Acuarela". Um dos meus preferidos. (Fonte: elcorreoweb.es)

Cor-de-rosa

Outro tom que fez muito sucesso no SIMOF 2012 foi o cor-de-rosa, dando um ar mais juvenil e meigo à passarela.

Cor-de-rosa, um dos tons mais presentes no SIMOF 2012. (Fonte: lavozlibre.com)

Noivas

A cor branca também desfilou no SIMOF, inclusive em alguns vestidos de noiva, mostrando que a moda flamenca pode participar de ocasiões muito especiais.

O desfile de Rosalía Zahíno, "Gelem, Gelem", trouxe uma noiva ousada, com direito a vestido transparente e amigas querendo pegar o buquê. (Fonte: elcorreoweb.es)

Calças

Não foram só os vestidos que desfilaram. As calças — originalmente peças masculinas — também apareceram na passarela, com muito charme e babados.

Calça com babados flamencos. (Fonte: 20minutos.es)

Chapéus

Seguindo a tendência, os chapéus não poderiam ficar de fora do desfile, sejam eles mais masculinos ou femininos.

Chapéu modelo mais maculino combinado com vestido, flores e mantón. Um luxo. (Fonte: 20minutos.es)

Dia a dia

Inspirações para os looks do dia a dia não poderiam faltar. Com poucas adaptações, algumas peças podem ser incorporadas ao nosso guarda-roupa.

Cairia muito bem como vestido de festa. Desfile de Juana Martín, “Gitanas en el albero”. (Fonte: elcorreoweb.es)

Não deixe de acessar a galeria abaixo para conhecer mais peças de cada uma das tendências do SIMOF 2012, com os looks mais representativos de cada categoria.